A Luz da enfermidade


Estive divulgando
a luz da eternidade
as enfermidades diárias
vulgo sonhar
vigário enlatado ,
sardinha comida
efemeridade canina...
Tive dentes um dia....e agora...
Hei de morder a saliva
Salgados esses nossos encantos...
A quatro cantos ,
"Salut cherie! ça va bien?"
Tomei um tapa a la francesa
Tapei o buraco das causas a durex
e se vi calças Alemãs , Italianas , Norte Americanas fajutas
braguilha aberta
Vi ásperos meninos
Mulheres de gala
Das salas fungando
do bicho pegando
lençol resmungando...sambando na praça
é , se vi causa...causa do homem lascado
Pão de padaria lavrada...
mão de lavador de carro
o caro Caos cotidiano ,
no Sol dessa cidade de quase idade da pedra salina
Mercado do peixe
é coisa mesmo de menina baiana
banana a mão e esquina sorridente
sovando firme os dementes instáveis
idade da pedra
Mulheres brasileiras amáveis
sob o sol da feminilidade lunática
mudando de nome a noite
açoite lastro a carne indevida
desbundando-se , se não a bunda que é do dever mundano
de vir , vi
Aquele instante cósmico ilustrado
Sob a luz do luar estático ,
reflexo lunar nas águas escuras , a cego fosco prazer corriqueiro
Liguei o isqueiro
esgueirei-me tosca ,
toscana lavável
enxotei a critica severa
e virei esfera cotidiana nas terras da Bahia
Devir instaurado...
Dever saturado.




Orgasmo ou pré-morte no espaço de corpos elásticos (estáticos)

Me perguntaram , assim com despeito , uma vez...moços da crítica(?) talvez...
"É essa a tua(nossa) realidade?"
E eu estive nesse momento à beira de não ser mais corpo mórbido..
Refiz todas a imagens projetadas nas paredes brancas que me cercavam e quase alcancei o estado celestial da auto-repugnância que nos revive como choque na cabeça,
recompus o meu espaço , logo físico(?)
e tentei driblar algumas constatações irreais que se faziam surgir como alter ego
Expurguei-me de nós (eu)
Dois eu´s , dois mundos , dois mundos contendo vários mundos que contém outros mais mundos...
mas , pode o infinito encontrar fim , sob o ângulo fatídico do poder enxergar a frente do futuro ,
É O LIVRE ARBÍTRIO O FUTURO DO FUTURO
Encher de dúvida o que se faz concreto , no ato , na fala , na certeza de pôr-se naturalmente entremontes de intuições e pontadas dolorosas de racionalidade , nos faz completamente emocionais e instintivos , logo , seres humanos com ainda mais dúvidas , sensíveis e vezes , introjetados
é esse o fato , incorpóreo e transcendente do estar-se no outro , que nos torna "espíritos entretransados" , às vontades translúcidas da pele desfeita de ter um bocadinho de Deus...
A arte , em comunicação direta com a contemplação provocante , ferida física ,
é pano manchado de sangue sobre a beleza da alienação
Sentir-se provocado , como reação instantânea de substâncias etéreas à vista dos olhos, replantam todo o magnetismo que se põe em desenvolvimento na materialização da idéia
Existirmos: Uma idéia em plano inconsciente comum?
Não existirmos: estado sustentável de frescor por espíritos bilateralmente retro alimentados pela aprovação próxima?
As cores primárias , nos dizem que pintados ou não os signos esvaziados sobre a nossa existência , o devir está posto,
intrínseco ao Ser , eminente ao Estar-se, é cor que se tem na natureza mais pura
entendidos os objetos estéticos e os védicos,
nos alcança uma leveza em linha vital elástica do movimento ou estática da percepção, é o perceber-se em atemporalidade , gesto anacrônico...
aquele ponto vazio nos constrói e destrói:
o da Pergunta

"É ESSA A TUA(nossa) REALIDADE?"

aI kAI

Se chega agora , fantasia rústica ,
me cobre a face , velado cotidiano
desfalece languido ,
lambido mesmo
libido a esmo e...
Será logo de mais tarde a solidao eminente
e me mente
minha mente de asno pasmo
pasmo:
é triste a felicidade constante dos dignos
entao me faço signo , taro marcado , runa invertida
investindo insessantemente numa caixinha de futuro fósforo
a tocar Nelson Gonçalves Fogo
descubro: Nao sei fazer poesia
Me salvem! Me salvem!!!!
Nem Raikai! hahaha !!!
AI !!! CAI !

Ensaio

Vida sem título ,
me deixo devida a lata de venéreos publicares , , ,
Eu soube assim , de banda , debandando fogosos manjares , que o acaso , sendo trapo , lixo ou nada , não me faz total descaso , é crime imperfeito , asneira de tia velha sozinha , poesia retilínea uniformemente variável - ou instável ? - em cidade dos "in´s" , é apenas infelicidade...
Enterrei minha cabeça como ema tímida e desfiz o nicho verdejante dos meus gritares . Sufoquei , sufoquei até ...
"PARE! "
Pari mil arcanjos mulatos e dei sentido ao traço de humanidade do meu espírito humano comunitário...Um ano e o caos , a casa prometida de paredes coloridas , os gritos roucos a noite sadia , a cadela a espera na porta da rua , feridas abertas nas mãos calejadas...Cá alejo toda..

Vida sem titulo , deveria dizer Bukowska - irmã chutada do tal- : "é merda em terra índio atolado até os dentes! com shortinho Adidas e vídeo game" ,
"GAME" "GAME" , piscando o holofote : é programa de presidente bêbado , carroça no meio da cidade , cidade no meio do mato , ato , fato , ingrato! Mulher de cerveja loira chupada ,
Há de vir um Gênio nato ! Gênio nada!
É vida sem título, introdução , premissa..
escritura ou cheque
Ha devir..!
Esses tais latido-americanos , , ,

Viagem ex facial

As sem horas vividas , desconectaram-me lascivamente...
Depois de lançar-me as sete marés , seja de Ares ou apocalíptas ,
arranquei o capacete tirano de vez para respirar melhor , e me vi assim , diabo solto em coração do outro , terra de ninguém...arrastando ampla a devassidão do mais nobre sentimento humano...espírito puro...
Éramos duas sementes , perdidas uma no ventre da outra , uma na boca da outra , uma em cada planeta mente...mentindo a própria existência já iniciada ,
encontrada a vida , constatada , naquele recanto retro alimentado de mundo sob a combustão genérica de razões lacrimejantes , se fez aquela invasão de realidade ,viagem in concretum de reto tocado, a reta especial traçada do lançamento de logo mais...que se fará da terra...
Expulso ,ultrajado , jogado , chutado para cima das cabeças pensantes , de ponta cabeça ,,,
Era escasso o Óxido de gênio nessa passagem astral projetada..Que realidade seria aquela tão intensamente entranhada em minhas raízes -embaladas num sono profundo- e tão longe de minha assimilação intuitiva..? O salto terá que ser revisto , o quão quântico será o cântico das turbinas gritadas da minha introspecção sentimental atirada aos céus?
Desse medo , se fez pânico , se fez lembrar da tristeza dos dias de Domingo , meu cordão dourado preso , perdia-me de vista , eu a leste estudado , sentia uma dor profunda no umbigo...Medo! Muito medo!
Me propus então apagar a minha história : sem família , sem amigos , sem lugares preferidos , sem pretéritos perdidos , sem criatividade ativa , sem gestos esperados ,,,Portanto, sem angustia...Me farei assim papel a ser riscado nessa nova vida , pessoa surpreendente ou individuo do tédio e ostracismo? "Quero ser perfeita pra você , amor , me risque!"pensava tremida enquanto o mundo se ia na minhas costas..
Meu risco!!
Mas naqueles momentos com as mãos úmidas enfiadas no fruto do nosso descaso com o mundo...
-o sinal foi disparado-
ALERTA !
Grita o comandante dessa Navelouca-de-Noé , (o treinamento nos períodos preparatórios haviam sido perfeitos..!) “estaremos salvos”
"vistam as roupas especiais , castos serão , védicos estarão , genéricos serão agora os seus porquês , esqueçam a imensidão , o furto , a dívida , Escutem : de vida entenderão a morte como seu guia ..." relógio intrínseco latente...

Estão lançados a sorte

Quem és?

Ferozes são esse moços ,
rezado baixo , cabeças de arcanjos loucos , lobos do mar...pescadores ,
belezas femininas à vista?

Aporta esse teu barco bêbado , à porta das virgens de estrada...
A vista se compra um belo par de seios carinhoso e amigo?Para ceiarmos sob a ânsia de nos tornarmos felizes garotas amarrotadas pela cama tremida na noite fatídica do coito ininterrupto?
Ah! Esses marinheiros de bandas hostis da cidade , fiel seguimento lúdico , lubrificado , desses falos tão bem falados , não?
Me fale então ,
""quem és?""
É um carrossel cético! iludido , esgueirando as salutares alturas das tangências quentes , abnegadas e sobrepostas desse meu colo descoberto , tétrico , védico , vedado , tórrido...
Ilícito....
Abro as pernas assim do palco , atriz que sou , que excita e mostra as feras , que derrama a lágrima e Quimera
percebo a corrida espermatozódica desses carros insanos ,

dessas taras chamadas Jane ,
esses carros que se fecham e me abrem , entram nas más curvas , se batem , me batem, minha bata..!
Hei de batizar-me freira ...
Fetiche teu? Era enguiço !
Feitiço tosco do lastro álcool , de olhos temidos , boca lambida , de quatro ao ato...

Nos quatro cantos do mundo , é muro:
O motor quente masculino dos adultescentes vitoriosos , , , Dos vitorianos vergonhosos , homens gélidos , mulheres mães , essas mães putas , filhos lagartos , lacaios soltos , gias americanas , surdas chinesas , , , cinema paradizo...
"Pára" , digo
Nefelibata , minha Nefelibata querida..!
sobre a força física do embalo outro , chucro gemido , ouro de tolo , atolada carne...Alada cerne da questão feminina...

Vejo esse moço , mossa a lataria..

Me diz então :
"""quem és ti,
Narciso brocha??? """

Não reprimi a vontade feroz e reptídica de esfriar os veios criativos e tornar-me tão gélida quanto o papel em branco , sem espaço a escrita
São bancos de praças e desnorte , as traças não perdoam a esquisitice fatídica do romantismo teatral incutido no discurso político, entusiasta medíocre do exagero gestual :
eu-tanazista as origens do pensamento arroz à Grega: A sorte
A grego , de noz não se tira , estive gestante e indigesta de livros de estanque , estantes védicas , vezes médicos da minha treparia ocupacional ou ideologia perdida ,,,
Não sou eu o eu - lírico da idéia camuflada ,
Cá-fica ,
"pelada!"
café cá ,
Kafka
desvela a madrugada e adentra os meandros da minha metamorfose ,
...Fora tudo passa,
subjetiva o sujeito ,
dociliza a reação da pele mais pátria! "crônica menor da carne" vulgo Processo Vasto...

A nós basta o casto coração latido americano ,
a transmutar da escama ,
sarna
e
do intelecto ,
a próxima palavra cala.

Êta lelê!

Sabe aquela dor?
a de viver assim , sem rancor
sem tédio
não me fazendo triste , remediada , para evitar os assombros de não estar com medo?
ex:
tosse engasgada
agasalho de velho santo ruído pelo rato da igreja
homem briguento no antro das ilusões furadas
bomba de são joão bufada
poesia desfeita pelo evaporar sorrateiro da minha discórdia diluida
discordando da hóstia
do hostil vigário
e em trajeto de otário...
aiai...
que não me enfio!
meu trejeito é...
trajeto de mulher boa!
Vim a meditar então
sobre toda essa plenitude...
êta estado de espírito!
me embreago mesmo da tal felicidade
e engraçado que penso
em já nao refazer nada
a hora é criativa
É dos anjos de venezianas abertas para olhar o nosso mundo fajuto e redondamente desenganado
enganando E.T ou bicho de pé ,
crinaça esperta segura o chocalho!
estão no momento delta das baianas alfazemadas e dançantes nas
entrelinhas dos fetiches vibrantes de sonhos desencarnados do próximo verão ...
olhares fadigantes
brejo beijado de cara na lama sorridente aos episódios de carência ou total esbanjar
é de fato a riqueza de "estar" , incorporada a essa renovação interpessoal
na simplicidade de rima, me treino a viver esplendorosamente
esse momento samba canção trajado a ventos ricos de Vinicius de Moraes...
porque na verdade , caro amigo
não há quem venha dizer
sobre a falta de poesia na dor curada , se fazendo terra de ninguém a terra de todos nós..!
êta dor furada!

Santo Amaras

A minha poesia esteve retida
Forjada a mandinga baiana
ilícita a penalidade dos gêneros subordinados...
A hora do veneno estéreo,
esterilizou as novas danças ...
esquinas meninescas , copos brincantes como vestes de seda...

Antes se viam putas frescas

A saudade me alcança ,
lambida ao corpo de cadela ladrilhenta ,
umidecidamente lasciva
estrutura rígida do arrepio aos poros vedados como olhos de cobra atrevida ,
relembro a cigarra ranheta nas noites de fogueira acesa , casmurro nosso
lástimas do nosso tempo esperar o novo tempo,
pretexto desapercebido para nos deixar emocionar às rugas tidas , cadeiras tranqüilas as portas do espírito não acanhado ,
Altar para a velhice rezada...

Nordeste enluarado ... Ah ! meu enluarar..!

Assustei-me de todo a face encantadoramente bruta daquela senhora desgrenhada , com sua pequenitude física e riqueza miúda , sagrada mulher...
Se deus a fez , fê-la com as mãos lascadas , diva do calo ao corpo , olhos em frangalhos...
Deliciosamente sofrida no "assumo" do viver sumo de criança sofrida , mulher sarnenta , brasileira batizada nos bordéis da morbidez cristã , a ofício dos moços virgens...

Na face recôncova das vias , via-a pobre Bahia Maria da Verdade , assim como se não se fosses dessas , com essa marra marota , desse samba no pé , desses olhinhos que mais dizem sobre o amor , do que o próprio amor quis um dia querer dizer...

...Sob os trilhos de um trem que não passa ,num pedaço de mundo girado profundo no divino coração dos contentes ,
Abri as pernas para o silêncio , intimamente indevida , para escutar atentamente a voz da justiça...
Cedida nova , perdida nos enlaces não protocolizados da distração divina que contém a felicidade...Sorri a brevidade do próprio sorriso , carnavalesco menino bêbado , sob a multidão brincante , empurrada para o novo ato público da interdição geral da alegria ,

Musicante deveras..

Tornei-me bola de gude brincada das ruas molecas de chão batido, debaixo da saia rodada da cidade que canta a tristeza e sorri a alegria , saudosista maravilha..!
Esquecida Bahia de todos nós , santos...







Sobre a nova mulher de filhos entediados


Os filhos sadios da doença contemporânea , obscurecem-se nos pulmões globalizados do tédio...

Têm medo do fervor sentimental

subjugam a verdade essencial da natureza humana:

o amor.

Guardados os devidos pesares sobre a inocência infantil ,

desbanca-se Freud , degustam então a simbologia , ruminam e redegustam agora o espaço em branco...ainda quase subvesivo da sedução...

Em traços involitivos(?) descaracterizam os rituais coloridos , enquanto nos caraterizamos quase espiritualmente as relações virtuais..

E a substância ? A organicidade está mesmo aquem ao nosso tempo?

O que será feito do sumo epitelial no cerne das uniões?

Eu ainda sou uma mulher que corre com os lobos....Arquetipicamente trajada a moldura ritualística da feminilidade...

Seremos domadas?

O meu últero -ainda- é maternal...

Da ausência o riso


Por motivos imensos de força menor ou

menores motivos de força maior ,

me ausentei

Desculpo-me ,

mas a saudade também é boa demais...!

Estive por aí "largada" ,

de banda ,

compus xote pra escama de peixe , fiz ciranda pra vaga-lume

Lumiei-me na fluidez indiana das violas do sertão ,

curiosidade absoluta pela delícia do Ser...

Quis vestir a pele branca do companherismo...
dela ... como açúcar

procurando um feixe de luz que nos ame imensamente

enxotei a guarda-castigo do viveiros de enguia ,

eram bichos e olhares modestos , esguios

indiscrimidamente modernos

deixei-me adocicar as papilas , alma achocolatada imensa

nesse pouco tempo , do muito que me resta

Apaixonei-me.

Verdade que pupilas pretas , como as minhas , remam nos rios dos
corações delatados ,

delírio retardo de dias de ensaios sem foco...risos...
Ofusquei as vistas , então vi
detrás do Fusca lilás

bandeirolas de São João na bruta cor das redenções

Somos musicantes , música depois

Todos nós:

experimento da atemporalidade do espírito dos que cantam...

Foi do momento soprado as águas idas das vindas voltas

que me tornei feliz voz ecoada ,

nas rodas do coração aberto à vida







Nossa divina com média


Eu poderia deletar-me por manter extenso monólogo sobre a voz que se calou num instante qualquer de minha cegueira

Mantenho essa rédea livre e dedico parte dos acontecimentos abstratos por mim retratados a ela...

Ela que me trai com murmúrios elásticos , obedecendo fielmente ao egocentrismo plástico que a corrompe , estar sob holofotes é sem dúvida um sexo a um...

Respondo teu questionário sadio sobre a segurança no amor ,

posso tocar tua música , se assim quiser

posso falar sobre mim ou romper completamente esse véu de conquista ,

Dividirei essa crônica romântica em duas , a minha vida e a sua

numa soberba e vaga contenção do tempo...

Não obtenho resposta...

Monotonamente religo os neurônios , ajusto o coração...Me olho no espelho , refaço a sobrancelha , cuido da pele , dos dentes , escolho um vestido , aparo as pontas do meu cabelo , mantenho-o cacheado...

"é hora! é hora!"

Coloco um colar predileto , bonito , mudo os brincos , passo um batom discreto e lápis preto , é perceptível o meu cuidado e dedicação nessa dança corpórea que eleva e intensifica a atração..

"é hora! é hora! "

Timidez (ou respeito?)

Sugiro então nada mais, aliás

percebe o que escrevo e apenas sorri , faz dessa fração que te distrai

(em tempos tão desconexos é surprerzinha)

ser a minha mão sobre a tua , descomprometida , daquele toque que decorre livremente depois de uma boa sensação de vivacidade comum , de liberdade quase infantil...

Platonicismo Voraz...

ainda não aprendi a ser confeitada como um bolo de mulheres

O Gesto confeccionado da segurança feminina...

Do ato : calo

e permaneço sendo
sem dor

Minha nascença

Salvador , Bahia ,
Caridosa você , me aconchega e desmancha
Dona Menina cantada ,
é samba para Xangô
Olhando o mar que trás o amar sob os céus do Rio Vermelho ,
Minha plenitude refeita a cada golpe de onda quebrada nas vazantes das horas esquecidas
A quebrada dessas ladeiras , pedra de sal
Sob o sol ou luar da maré ,
Companheiras queridas
A noite perdoa até o ultimo suspiro de sofreguidão dilatada a luminosidade dos olhos musicantes
gritante vermelhidão cabida num peito desesperado por carícia sob a batucada
Abraça-me natureza viva sem severos cantares
Ama-me minhas ruas familiares ,
línguas ferinas e sutis , beijadas
é incessante essa minha nascença enraizada no umbigo do dois de Fevereiro
me fazendo ser Janeiro , dezembro ou despacho
Não será por acaso , cidade
Que a flor da imensidão cantada não desabrocha em 20 anos blues
A ser da alma o segredo
sobre a pequenez de se fazer do samba brinquedo
Digo:
O enredo brincante da minha história é com pés no
Bom Fim

Julgares...

O impedimento que trás a vontade é quase inacessível ,as noites mostram a cada dia o engano em estarmos inteiros num ato
Estivemos dopando-nos de aconchego , de desesperoem descobrirmos que somos sós
Perder-se no outro é o mesmo que perder-se em si
senão , o que seria da criação?
A maternidade?
As mulheres buscam a liberdade no cerne das tempestades sentimentais
São sós , assim como eu
Perder-se em si é estar a espera de uma fusão difusa em banalidades, para sentirmo-nos vivas
A utilidade da comunicação muito me preocupa em tempos mudos de olhares resplandecentes...
Nossa imagem foi lançada ao arcomo o espectro da renovação da carne na certeza de julgarmo-nos preparadas para lidar com o o espelho...
Pré-suposto adverso...

Senhora do silêncio

Ó deus..! adorar quem?
Criado o filho , o bicho , a flor,
não se pode ter por pecado , amor ,
o amor de alguém
que se faz cem , ou sem nada ,
divina palavra
que pequena veste a guarda de todo sorriso

Sorria assim ,
Que não faça lança , pedra ou garra que nos corte ou manche a carne
Dó deus.!
Que não me narra ,
Não me estão as palavras às curvas vivas da luz do ofício

Difícil estar com coração raza
Escrita em rasgos gastos em perdão

Assim , não faz de mim o novo Cálice perdido
Regado a chuva , ventos , mares de luais

Só não mais quero a virtude dos meninos vivendo a luz dos lobos
Andando a cruz das esquinas
Beijando santas que mais ferem as salivas vis
A cantar fecunda Lua...

A hora dos contentes...

Apenas peço se calem
Serei areia soprada ao claro rosto da senhora que me faz silêncio
A lua

"Fala coração"

" Meu coração está no lugar de sempre :
dentro de uma caixa...Toráxica "

(Eliene Benício - seguida de risos)

Janela para a via










Janela para....Havia...
A via Norte aos desnorteados
Havia Norte..aos dez humanos usados..
A via Vida , ha vão nela
Há vias...

Se vejo , ver-se , longas datas
Dadas a ela : moça Rosada
que se em rosas ferem-se os dedos ,
Há espinhos em vias
Cem vidas
Num piscar de óleos as armas

Olhe-os ! olhos há já nela..!
Vir enfim as mais janelas
Por nascer , viver , morrer a cortinas fechadas
Havia não caminhos únicos ,
as mãos ao não foram dadas..

Pôr fim , ao polir dos gatilhos sodados
Espartilhos ao chão , nos nús da alma...
Cem vias vê a moça a rosa em sua clara janela
Janela... para...
A vida

Quem matou Narciso?


Mi Persona de código julgado ,
transitada em achados ,
acha demais categórico
o transe de estar em jogado , jogada de lado
Matada no peito

Leonina sujeita.!

De bola chutada ,
(achou o Achado)
Não se faz uma torcida ,
que não torça o nariz resfriada
antes de passar a mão na contra-mão do descaso
contra-senso escasso

Eu , casada ,
Descansada , deveras cética , abertamente poética
atentei ao prazer da boca
um atentado ao "por dor"...sem ética
daquelas de mastigação perfeita em entrelaces rúdicos , forjados ao jantar da noite
moralmente epiléptica...
E que dor..!

Calendoscópica , quem dera

Adorei aquela estranha mente perturbada
e me perturbei com ofício até as entranhas!
(Uma mulher profissional sou!)
Escancaradamente de pernas translúcidas
Ludibriei-me inteira nessa intervenção astral
concreta

Exitei
Excitei
Homericamente desconfiada de todas aquelas camas trajadas nas falas anônimas de canto de ouvido ditas
Escutei a canção dos olhos dourados
A reprovação do encontro cotidiano viria...

Era de gozo e desprezo que se traçava a carne do próximo cidadão charmoso...
Juventude pregressa ,
Era de sexo e pó que se punham ao espírito transgresso da rebeldia revel
ao punho do estado das coisas a surgir
a vinheta do folhetim urbano apopcalíptico
Mais uma vez ensina
Como transar o espécime mais charmoso do Universo
( sem fazer sexo )

...Persona convexa... mia

Brá bré brí bró... Brusil !

Um brinde a minha humildade questionável ..!
saudando a falência múltipla dos meus compêndios existenciais
Acredito nos tons alaranjados em telas...
mas humilha-me o senhorio e cumpre teu papel social
(Logo calarei-me)
de cara no outro
que sejamos outro!
Primeiro é a vez do próximo e antes de nos fazermos alguém, faremos democracia !
Síndrome de Platão é ter os olhos cegos no populismo ,
(visionária vanguarda de plantão)
nosso Dogma é a liberdade
E a idade dos novos novos , nada fala
De resto , discurso elistista é não cair nas garras Panópticas do Estado
...estado de vigília , Revolucionário...
Tapa na mesa..! Ela se revolta..! (Carrega a bandeira da fome cravada no peito!)
"Onde está a artista prática que não comeu palma no sertão?"
- Havia se levantado a pouco para pegar mais uma cerveja no balcão do bar... -
é... a discursão tava boa , , ,

Um brinde as guerras de pontas de mesa..!

...Essas sim , destilam nossa onda

O Uno para mim e para nós , seres orgânicos


Estamos todos à beira de nos afastarmos do "ato perfeito conjunto" , descrito pelo sentido Uno apresentado principalmente pelas filosofias Holísticas representadas por Helena Blavatsky , Gurdjieff , Huberto Rohden...Todos com o argumento da "ampliação do corpo orgânico ao corpo univérsico" , afirmam não podermos ser considerados o clichê "grão de areia" tão escrito , revisado e elocubrado...Somos sim , organela sistêmica essencial para toda a existência ampliada e conhecidamente "infinita" do Universo...
Não se trata de nenhuma teoria Organicista , sobre o fatalismo não aleatório das práticas sociais . Ampliado o corpo-natural da sociedade, poderiamos entender o desenvolvimento do organismo Terrestre através da docilização planetária (catástrofes naturais) provocada por agentes internos, dadas as reações divergentes entre as práticas sociais e naturais...(sociais x naturais?) , (sociais x sociais?) ... Ambas se ligam diretamente a funcionalidade do Uno como uma célula de um tecido epitelial . Porém , sendo célula epitelial a sua "mínima"morte não irá se refletir momentaneamente na diferenciação de todo o tecido , esse se regenerá com facilidade , com sua auto-defesa atuante.
A diferença , contudo , do tecido através da morte de sua única célula estará apontada e será vista com o esgotamento da pele refletindo no seu envelhecimento (através das mortes celulares acumuladas até chegar a sua nova formação).
Ampliado o conceito do Uno a todas as esferas sociais e naturais , desde o individuo a um clã , uma comunidade , uma país , um povo , seres humanos , abrangendo a externalização terrestre para tocar as também esferas Univérsicas , percebemos o tão dito esgotamento desse Organismo , porém , a idéia disseminada pela opinião pública -Ocidental especialmente - a de que a Terra estará comprometida em "x" anos e todos os humanos serão extintos do planeta ou será extinto o próprio planeta é parcialmente verdadeira.
É preciso ser dito que , sendo a Terra parte de um organismo maior que é regido por um conjunto de funções complementares e fluidas , o planeta precisa existir para que o universo esteja "saudável " e mantenha a sua funcionalidade para a existência do próprio universo que por sua vez manterá a existência de um sistema não conhecido , a ampliação da ampliação do organismo...
Os atos individuais constituem e mantém a matéria do sistema Infinito , sendo uma árvore , o sol , a galáxia...Tão importantes quanto o próprio Universo.

São todos o Uno...Somos todos o Uno , todos um.
Precisamos ter primeiro consciência terrestre para alcançarmos a com-ciência (consciência) extra-terrestre..!

(não é essa que desejamos?)

Nota sobre a Maciota...

Eu minto
Tu mentes
Ele mente
Nós mentimos
Vós mentis
Eles mentem ,
, É verdade !

Vera Medrado



ARTE NOVA

Valsa Ocidental







E entre noites que se fez o homem
em foices , coitos , vigas e martelos
Fiando meio das praças , pregando
transar-se coisa , coisando as Víboras

Do leite tenta sustentar-se , pernas
vê-se pendengo das luas e seios
Sois por que gozam vontades alheias
Alienando toda raça outra...


Nó por tolices , vestes peles vêstes
as novas coxas promete rezando
Que sobre as coxas se larga o anexo
do seu papel de macho , novo homem...

Machuca firme na Alotropia
Do desconcerto se organizando
Vangloriando moços do objeto
Que sangra povos popularizando


E entre noites que segue o filho
calado , seco , certo , glorioso
e a vanguardia não sendo mais Glória
sub-intelecto à tecnologia

Sem mais orgias , vinho ou elegância
penetra a terra toda nova seiva
Que movimenta esse bicho homem...

...Que humaniza todo bicho Terra

Essas Sagitarianas...A caminho de S.P


Sapa tá fora!

A Sapa tá Quente ,
meu chapa !
De ente fulo
da fala ,
é que se perde um dente!
(sapa tendente?)
É ala passada ...
Par rente diz: "fulano tende!'
Tapa na cara!
Do ato , sapa , tá fora!
Fôra da casa os pés...
"Sapato à rua!"
Dez causa nua , "no brejo rende!"
Sapa tão "antes"...
Agora ,
quiçá pão terá!
MENTE!
Na rua chula , não cheira a chulé!
Entende
Sapatão : GENTE


OLÉ!!!



QUESTÃO DE GÊNERO?


Sobre a brevidade do insustentável reflexo da juventude

Me olho ao espelho nesse dia , reflexo meu...

sentada a cama
Minha velhice pertence a ela .
Sapiente esperei ,
Aquela juventude lendária , corpos densos , flexíveis como as propostas de abraçar o novo...Lembro da minha pele , insólita , branca , desejosa de verlhidão e desgosto...Era romântico o meu pensar , dócil atrevido ! A minha lisonja esnobe...
Medo se via em todo aquele cabelo espalhado ao vento , fala descabida , olhos profundos , boca pequena e cheia de dizeres , detalhes incontroláveis ,,,A leveza da dispersão de ser o que se é em constante turbilhão de impulsividade quase animal...vezes vulgar...
Disse aquele dia , éramos confusas , lembro-me bem , meu sono te pertencia ,
A separação pensei : o que mais poderia querer um velho ser cambaleado e convicto de sua brevidade estilhaçada a não ser dormir em descanso longo nos braços do amor..?
Era dela a minha velhice...
E Disso fiz-me silêncio
Fez-se a hora ,
desfizeram-se flores , encontrei desnortes ,
Rompi segredos
Esperei o dia Oito de Dezembro...Chorei apegos...Chorei meu erro.


Errei ,

a caminho das setas apontadas pelo acaso casualmente?

Disso agora tudo sou e nada mais é além dessa doce e desesperante calma constante, daquelas de cheiro de mãe que sentimos quando estivemos em seu colo , do primeiro beijo , dos amores perversos , do peito sofrido e promessas perdidas pelo caminhar da vida , promessas muitas vezes ingênuas...ansiosas...
De tudo zelosa a cada detalhe seu saboreado por meu olhos percebidos - maturidade nossa conquistada- aplaudo ociosamente o renascer da longevidade do espírito humano , dormindo profundo nos anseios divinos dos corações amados , sobreviventes ao caos do desencontro... (lembra-se? assim pensavamos! bobinhas...)
Era tudo uma peça , em espelho quebrado léguas tangente de um pedaço de toda essa minha vida em que eu , velha , te pertenceria...
Foi naquele dia...


Eu disse que viria..!

Boa noite , amor...

Supreendir-me com um engano ,
Envio errado de emoções não contidas,
Hiper ventilação cardíaca , melhor dizendo...
A espera de uma resposta estava ,
Mas
Talvez não haja verdade em fábulas ou impulsos semi-primitivos , como os da poesia..

Talvez só seja mesmo corpo e desconhecido.
E disso , não se faz nada além de esperar..

Lí sobre a Política nucelar na década de 80 e escutei o melhor disco de música anos 80 de 2009 ontem ,,, São interessantes as coisas de 80...Assim , futuristas e cheias de texturas minimalistas...Período de androginia cultural...A música , (nesse caso - o de 80 -) , não está para a política como a União Soviética estava para o "Novo Mundo" proposto pela música .
Estamos em 2009 e a Ciência de Borda invade nossos porcos e ares...Nos fazendo ter que não amis decidir por um Mundo Novo...

É isso que faz a espera..! Cria uma ansiedade intacta e inexprimivel , , , Penso em ser filósofa ou fazer um concurso de Desembargadora e criar dessa forma MAIS embargos mentais e emocionais e intelectuais!
Eis que surge...assim tangenciado...O momento da entrega daquelas palavras escritas! Como lí hoje sobre Cálculos no amor! Até me dá dor na barriga...

Será falta de sensibilidade a minha não me perder em mim mesma ao ler artigos sobre Polinômios ? Não diga nossos nomes , dessa apólice o que é seguro são as palavras escritas e a paixão sadia...
Do fazer político , basta a minha falta de otimização do tempo , esse , que já perco a cada dia e ainda mais a espera da próxima fábula

...Sempre tardia....

Illa e Aline


( Illa Benício/ Aline Falcão)


Irei ler algo seu e sem fim , ao fio de mim perder teus sóis
dó meu
nesta certeza inconstante
de antes , talvez me refazer
um detalhe feliz , em teu sofrer

Pois,
que se a dor se transforma em pão,
de açúcar será
que alimente-me , esse pão
minérios, quem sabe , pedras e mistérios.
Metros , quilos , milhas , caminhos e asas
de seiva cedendo à secura da terra
e à brancura dos ventos sedentos.

Nessa espera ,
A espreita ,
decalquei teus dedos rasgos
e plantei-os nascidos do sopro ao cais
Calei-me luz , teu jejum severo silêncio
me assalta a escrita
outrora fugaz

Esse teu doce cuidado ,
fala macia ,
música vinda...
Essa Riqueza entranhada no peito dos amores...
Lerei teus gestos , desmanchar-me-ei longe a olhar
e logo que assim por mais , regenere a minha carne pasma ,
embrutecida estarei mais uma vez

por longe estar

As construções
portuguesas , falantes , os brilhos e acentos.
bolhas fervilhantes , esmaltes , espaços e trinos ,
Quem sabe refazem-se em doce menino
ou menina estrelada nos céus do rio..?

Toda lua em si escreve e cresce nos olhos sutis da saudade...

...chamada de mar ,
salgados de dor,
de um salvo querer ,
incessante querer!
A lágrima vã vai instigante ,
Eia abrupto pensante !
e distorce o “amém” sob as águas do meu fel perdido

Porque a fio de mim , lida ,
Teu cortante traço lembrando-me do início
ao fim de ser distante ,

O quanto antes queira o seu pudor
ser algo passageiro , esvoaçante ,

Desnuda-se dos panos!
beba Amor!

De tantos dedos - alvos conseqüentes - abri-me relicário

indulgente
e nós , rostos-laços
florescemos cobertores de palavras contentes , na imensidão do algo nosso que sem fim p
rosear nos –á amantes...

Metáfora Polética

Nessas ruas estruturais de ví-gulas flamejantes ,
poeta seguro , segura as pontas!
As tais ínguas falam.! Víbora rumejante de pilastra Aurélica
Mas transgresso ,
De auréola , aprofundam o remédio em inspirações tardias...
Mais tarde , Astro...aspire!
talvez seja cedo demais..
Interessante ouvir dizer
Estruturalista!
Meu concreto é de balde vazio a construção da nuance
batucada nas panelas de donas de casa...
No mais , faltam réguas no cio das éguas gritantes

(Acreditem, antes talvez nem éguas fossem sem régua pra aprofundar)

se da forma toda , o fosso amolasse ócio
"osso duro de roer" seria o pragmático!


Ah! Casca que contém a imensidão prosaica , me esvazio assim ,
Soteropolitana ,,,
Ma-temática estou ..! E do mofo deu sentença
Transformo essa caldeira gótica de Praga
em gotículas de trena ótica , imensa
Me vendo , Há loucos
De nós , ereta postura...
A pouco trago fumaça e reto sopro rouca
Mirando o alvo desmanchado ao vento, correto

inventamos logo a merda próxima , de trejeito afetando

a saída de emergência

E do reto ,

Meta fora a sua consciência Polética

Hoje , dia sutil , como leve poesia comprometida a sí

Por ontem...sobre a falta (em dias de chuva)

Oh! dia imprevisto ! de pretérito místico ,
As águas pétrias ! pretume visto
Desagua materna , cláusula
Martelando os incisos postos em régua mamada

Mamata da vida eterna
instigando a pandora etérica
nosso éter , boca , mistério
a maturidade holistica ,
dos boeiros térmicos , retida
enclausura a imensidão...

O témino de outro momento
fomenta o início de outro término
e de ética verá a técnica dos rodeios
fala improvisada
corpo frenético...

Nos freie tempo sagaz!
refaça os nossos "ais" a ampliação da rua honesta
modestos moços , blusa amarela , sorriso no rosto ,
relógio de bolso...e
ponteiros ,
desfaz a máxima retórica do giro e desaba nos braços
dos ponteios da canção em tempos modernos

Ha vanguarda na história percebida , lilás
tocada..
A brevidade ótica dos olhos atentos
Aposentos védicos,
dos guizos a peyote do fascinio esmo do bobo conrintio sobre a pele mestiça.

A insanidade déspota dos sexus
Aos mares de vênus, flor hermética
a métrica que faz dos seios cruel devaneio da nova idade ..


a brevidade móbida do sentimento
a agua vista que chuva da fonte leva e lava açoite
Da vida languida

...lambida

Dois nós , um só

Eu seu velho homem ,dois nós , um só
Renasceu cor , de todos nós
Senhor dos Sós

Eram por estar , poucos iguais
Era logo , o acordo entre “eus” e paz
Era canção


E o viver , filho do tempo vão
Será
O querer de nada que virá

E Viverá
Olhará
Nascerá ... Só


Sol e sóis, dois nós, da pele sã
Sob os pés o mundo e a timidez
De quem se faz
...bom

A rogar , a alma e o pensar
AS VESTES traz
O tempo e o medo , quem nada perdeu

Mas Perderá
Passará
Sentirá ...amor


E não mais o nosso tom
De ventos “ais” , errar
De lumiar a flor
Desafinada cor , de ás
Dos olhos vis , amar

São dois nós e nós com nosso dom


Eu Tapo: da Taipa ralo

Sra. Trapo
Estava testando o Extrato...
,caçado o bicho,
Estando
nabo ou sapo

do tampo à tapa
sai da barriga assado
e
Justifica o guardanapo
usado
(que nem o nabo
nem o cabo)
,acabado e pardo,

a casa de mulher-pomba
Taipa
das tranças
Ponga...

Fôra de rabo traçado
...
a morte zanza
das cem horas
ralo

Vera Medrado



Vim cá dividida ,
colina concreta alí , me assopra aos pais ,
da estação que vai
refletir a cor carvão

Lá vão os novos
lindos e enfadonhos da Madalena
Da noite gingando tristonha
da velha capoeira coberta de preto óleo
olhos pretos são

Enguiço de senzala enguiça a mandinga do tempo

Longe
de trás do monte de prédios
de prega e virgens branquelas
Às saias do tempo ...
minha compaixão.

Justiça de sesmaria enguiça
as lacunas do vento

Corre corre boizebu que o carcará de bico nu

...mais tarde pondera...


Errou quem não chorou a noite na avenida
com suas luzes reflexas , paridas
espírito atroz da liberdade cosmopolita

Polia da emoção confusa difusa na docilidade
o ser ofício , amizade
com vicio ou não ; sem isso !
é raça única: Paulista

(arte ilustrativa por Vera Madrado)

Os Descompassos

(Illa Benício/ Beatriz Lago)

Nos dez compassos
ao fim
descompassos

Eu toco a henna tatuando o braço
vindo da gema
a perfeição do traço

Virar espaço
aço , enlaço ao casto
ternuras em ir
Não são comparsas
em passos traçados
Nem tracejando em compasso as traças
Eu , Gia , cara no braço
eu caço
meu pingo à pia , pingando percalços...

E ais Tais Gias descalçam abraços
andando sempre onde há espaço
e as tais Gias descalçam abraços...





(música)

Dinâmica conversa de Msn geralmente gera fome , principalmente por que também geralmente esquecemos de comer,
perguntei assim também dinamicamente - anímica prerrogativa da construção da personagem sem diploma acadêmico,
pela falta dos olhos nos olhos está ao alcance de todos
e traz aquela felicidade engenhosa da simpatia representada pela virtualidade-

só para lembrar , eu diria logo algo:

"Que haces ahora?"

responde ele em tom triste , quase descabido a um homem daquele tamanho e com tamanho charme:

"Me despedindo..."

Eu havia escutado dizer que ele era cidadão religioso , fazia confissões, fumava cigarro e tomava whisky pela falta do grande amor - que ainda acreditava encontrar!- , talvez por isso esse excesso de reticências na "fala"...Será da paz interior protesta ante..?
Desejosa ainda de sua companhia , deixe-me desmanchar pelo balanço manso das ondas da fluidez reticente , e ele , homem apaixonado , dos encantos e cultura , das noites nas esquinas rogando aos anjos os asfaltos , me diz em tom quase Buckowista - a teologia nova das provas da sua “espinha mole” Aleister Crowleyana :

"Irei comer algo , já que não como ninguém "

(você suspeita que ele seja um Donjuan?!) Alguém suspeita?!

Eu como individua” astuta e conhecedora da poesia que provoca a sedução dessa criatura com sua presença ilustre e incomensurável , respondi a altura dos ego rezados , réplica verbal que afaga a dúvida da reciprocidade:

"mentir é feio.... Papai do céu não gosta..."

Era verdade!

E então fazendo-se valer do ronco no estômago "pop trash" , mostrou-me seu coração beat ,
espírito nickname:

"De quê? de não comer ninguém?!!!

Não reprimi a vontade feroz e reptídica de esfriar os veios criativos e tornar-me tão gélida quanto o papel em branco , sem espaço a escrita
São bancos de praças e desnorte , as traças não perdoam a esquisitez fatídica do romantismo teatral incutido no discurso político, entusiasta medíocre do exagero gestual :
eu-tanazista as origens do pensamento Grego: A sorte
A grega , do arroz nada se tira , estive gestante e indigesta de livros de estanque , estantes védicas , vezes médicos da minha treparia ocupacional ou ideologia perdida ,,,
Não sou eu o eu-lírico da idéia camuflada ,
Cá-fica ,
"pelada!"
café cá ,
Kafka
desvela a madrugada e adentra os meandros da minha metamorfose ,
...Fora tudo passa,
subjetiva o sujeito ,
dociliza a reação da pele mais pátria! "crônica menor da carne" vulgo Processo Vasto...

A nós basta o casto coração latido americano ,
a transmutar da escama ,
sarna
e
do intelecto ,
a próxima palavra cala.

Brasilidade Angola

Brasilidade Angola
(Illa Benício/ Jim Duran)

Arrisca o verbo o poeta longínquo
E brincando faz o destino peão
Joga angola na praça vazia
E na noite vadia batuca a lua nua na rua
Sua doce ilusão

Roendo em tragos sua velha corte
Em cortes fez-se um jogador
De amores pobres , servil vidente
Pro mundo mente ser orador

As vestes foscas , chapéu indevido
Falado o verbo , história pequena
Se vê menino
Meu velho , meu velho...
De toda essa casa , teu familiar silêncio

Tropeça no preço trocado , mulato
Deitado a rede , essa tua brasilidade
Refugia tuas pestanas , na mandinga reversa dos versos de esquina
Abraça tua mãe-preta e soluça os teus “ais”

Me reduzi a pedaço de mundo para girar como um peão univérsico flúido ,
como glóbulo multicolor do impacto solar na vermelhidão marítma ,
na ensolação reduzida as vestes dos quereres humanos,
vesti a máscara das cigarras loucas ,
mulheres fajutas
e organelas sistemáticas ,
Soprei o pó dourado na dor das estrelas prometidas a ser música a noite dos contentes.
Me senti contida e contendo a vida ao assassinato de cada nova frase ,
emergi como tonta hermética nas palavras proféticas do renascer da sarjeta...
Sujetei-me a mim mesma e ao vinho, me fazendo ser plêiade , projeção astral ou Cleide ,
ou qualquer novo absurdo dos fugires mundanos , rezas inversas .
Subi o altar das vespas
Criei esse mundo, esse tudo , unidade integral e integrada ao meu vasto ostracismo
Crei na Doutrina a qual sigo :
sou peão rodado , jogado , girado , rolado nas esferas do aconchego divino

O início

Desconectando o verbo automático , ação praticada e reafirmada , interlocutores escassos talvez pelo objeto de todo esse próprio e individual pensamento estar agulhando-lhes os martelos da cabeça... Corpo emocionado...
Na verdade - se pensava - a complexidade casual das construções frasais , estava sentada , ela , olhando o movimento harmonioso e flúido da conjuntura mais densa e feminina que poderia lhe fazer re-significar a existência da perfeição.
Era a mesma e em estado quase lacerante , a Vigília vigiava entorpecidamente aquela nova pele disposta... Pele verbérica , quase cibernética , um tanto agonizante de fluidos improváveis , preteritamente genérica , como o gênero indefeso e ambíguo nos laços carnais do escárnio.
De carne nada se entendia , a genealogia dos recursos em longos traços estava dobrada como uma gato numa caixa gostosa e macia lambendo o próprio rabo , a posar para a fotografia sem anexo logo mais.
Tarde , Toda essa longevidade seria questionada a partir do seio direito tocado e tardio da pergunta final: Que tal terminar esse tratado ?Esse retardo? Crítica fiel ? Sexo imitado? Dogmática improvável? Pedra rolada do intelecto?!Sopa de letrinhas ...?... entrelinhas é essa orgia verbal que rodeia a possibilidade da sedução ... lhe tira a calcinha...
Te possuo nesse instante ... ou não?

Quem sou eu

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illa Benício
"(...)Escutai, pois! Se as estrelas se acendem é porque alguém precisa delas. É porque, em verdade, é indispensável que sobre todos os tetos, cada noite, uma única estrela, pelo menos, se alumie." (Maiakovski)
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